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segunda-feira, 11 de março de 2013

Tinta térmica reduz consumo de energia em 60% e temperatura em até 20%


Revestir o telhado com tinta térmica é uma boa alternativa para reduzir o impacto da radiação, a temperatura interna e o consumo energético na refrigeração de ambientes. A WC Isolamento Térmico, empresa de São Bernardo do Campo (SP), é um dos fornecedores de tinta térmica no mercado nacional. Fora do Brasil este produto está em alta, especialmente porque é um aliado contra o aquecimento global e contribui para a redução da emissão de gases de efeito estufa.

A tinta térmica é feita a base de água e microesferas ocas de vidro importadas dos Estados Unidos. A tecnologia é da NASA e foi desenvolvida para revestir navios, aeronaves, tubulações e alvenarias em geral, informa Walter Crivelente Ferreira, diretor da WC. As microesferas são células a vácuo, que não permitem a propagação de temperatura e som. O produto custa menos e é mais sustentável do que a espuma de poliuretano (derivado de petróleo), opção usada no mercado brasileiro em obras de revestimento e isolamento térmico.


Telhados revestidos com tinta térmica chegam a reduzir 60% do consumo de energia elétrica na refrigeração de residências, galpões, prédios, armazéns, entre outros. “A maior incidência de calor é no telhado”, justifica Walter. O produto também diminui até 84% da radiação no telhado e entre 10 a 15% da temperatura por telha, segundo ele.
"Se o local for bem ventilado, a sensação térmica no ambiente interno se torna agradável, sem precisar de ar condicionado"
O preço menor comparado ao da espuma de poliuretano está transformando a tinta térmica em uma excelente opção para o mercado nacional. Em média, o custo do produto aplicado numa área de 600 m² é de R$ 26/ m² em São Paulo.
"O poliuretano é um material nobre, mas é caro. Custa 50% mais do que a tinta térmica. As licitações públicas, por exemplo, exigem poliuretano nas obras de isolamento térmico"
As Nações Unidas estão elaborando novo regulamento para os editais de suas obras, visando adotar materiais de revestimento mais sustentáveis, segundo ele. A tinta térmica será um deles, pois a relação custo/benefício compensa, prevê Walter.

“As vendas por aqui ainda vão crescer”, afirma o empresário. Por enquanto, a clientela da WC é majoritariamente industrial. A WC atende todo o Brasil, inclusive fazendo a aplicação em outras regiões. Há casos em que o produto é fornecido e a aplicação fica por conta de mão de obra local. A empresa também comercializa espuma de poliuretano.

Opção sustentável

Os equipamentos de ar condicionado consomem muita energia e emitem gás na atmosfera. Como argumenta Walter,
"Escolher materiais sustentáveis que vão solucionar o problema de temperatura e calor nos ambientes sem agredir o meio ambiente e, ainda, sem usar energia e produtos químicos, é o caminho. As leis vão exigir isso cada vez mais de empresas e indústrias"
A WC tem pouco mais de um ano de atividade e nasceu da experiência da Frigs Revestimentos Térmicos, com 40 anos de mercado e dirigida pelo pai de Walter. “Resolvemos abrir um novo empreendimento para focar na tinta térmica”, explica o empresário. “Ela é um produto inovador, que não causa problema na camada de ozônio”, enfatiza.

O produto pode ser aplicado em qualquer tipo de superfície. A durabilidade é de cinco anos. Após esse período, é necessário fazer manutenção como as pinturas comuns.


Publicado no SEBRAE Sustentabilidade

segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

Aprenda a decorar com espelhos

Os espelhos pertencem ao elemento água, um dos responsáveis pela circulaçãoda energia, junto com terra, fogo, madeira e metal
Foto: Andre Godoy

 

Os espelhos aumentam espaços e multiplicam a luz, mas, para os chineses, são muito mais que simples enfeites. Descubra seus poderes na decoração e use-os a seu favor!

Os espelhos têm três funções básicas: valorizar um objeto, aumentar a sensação de espaço e iluminar um cantinho escuro. Mas, para o Feng Shui, a milenar técnica chinesa de harmonização de espaços, os espelhos têm papel fundamental no equilíbrio da energia. “Da mesma forma que um espelho soluciona problemas, por meio das chamadas curas, ele também pode causar estragos energéticos se for usado da maneira errada”, alerta a consultora do Instituto Brasileiro do Feng Shui, Clady Sonda, de Curitiba.

Energia em movimento

Segundo Clady, o Feng Shui usa a energia dos cinco elementos da natureza para criar harmonia em um ambiente: terra, água, fogo, metal e madeira. Os espelhos pertencem ao elemento água, representado também pelas cores azul e preto. Sem a presença desse elemento, acredita-se que a energia fique estagnada. Mas, ao incluir um simples espelho na decoração, você consegue fazer a energia da vida fluir. Decorar com espelhos, segundo o Feng Shui, exige ainda outros critérios. Por isso, elaboramos aqui um breve manual de uso. Assim, você embeleza a casa e, de quebra, aumenta a felicidade dos moradores. Isso os chineses garantem!

3 maneiras de usar o espelho a seu favor

1. Ampliar o espaço 

Nem todo espelho dá a sensação de amplitude. Para obter esse efeito, estude o formato do cômodo antes de escolher a parede que o receberá. Fique de frente para cada parede. Imagine qual delas você gostaria que não existisse. Em vez de derrubá-la, instale um espelho ali. Só evite espelhos em frente a mesas de jantar ou sofás de modo que as pessoas vejam seu próprio reflexo. Ficar se admirando o tempo todo é desagradável.

2. Valorizar um objeto

Se você pudesse, encheria a casa de flores? Então, que tal duplicar - visualmente - a quantidade de vasos da sua sala? Escolha um cantinho para colocar um vaso bem bonito e florido. Em seguida, fixe um espelho na parede mais próxima, de forma que a imagem do buquê seja refletida no objeto. Procure um lugar que seja fácil de visualizar. Uma mesa de canto na sala ou um console
no hall de entrada são boas opções.

3. Iluminar um canto escuro

Nem todas as paredes de um cômodo recebem luz direta. Mas esse pequeno problema pode ser facilmente resolvido com a instalação de espelhos em locais estratégicos. Faça a seguinte experiência: observe, ao longo do dia, quais pontos do ambiente recebem os raios do sol e aqueles que permanecem escuros. Instale um espelho no ângulo exato para refletir a luz sobre as paredes sombrias. O resultado será cinematográfico.



Publicado no MdeMulher Casa
Reportagem: Gustavo Curcio / Edição:

domingo, 23 de dezembro de 2012

Tinta especial no telhado diminui temperatura nas cidades



No início da campanha One Degree Less, as pessoas eram incentivadas a pintar elas mesmas seus telhados de branco. Depois, foi descoberta a importância de se usar uma tinta especial, para que não escureça depois de algum tempo

Uma iniciativa da Green Building Council Brasil (GBC Brasil), ONG ligada à questão da sustentabilidade no mundo inteiro, trouxe para o Brasil uma discussão importante: de acordo com uma pesquisa realizada pela organização nos Estados Unidos, é possível reduzir a temperatura dos grandes centros urbanos apenas mudando os telhados das casas. Segundo o levantamento, parte do aquecimento dos grandes centros se deve ao calor interno das casas, produzido por telhados que não refletem a radiação solar.

Foi a partir dessa constatação que a ONG lançou no Brasil a campanha “One Degree Less” (Um Grau a Menos, em português), que incentiva as pessoas a mudarem os seus telhados. “Ações simples, como usar telhados verdes ou pintar com tintas especiais que refletem a radiação solar fazem toda a diferença”, explica Felipe Faria, gerente de relações governamentais e institucionais do GBC Brasil.

Hoje, no Brasil, já existem técnicas e produtos desenvolvidos especialmente para diminuir o aquecimento dentro das casas. As soluções mais recomendadas, segundo Faria, são telhados metálicos ou os chamados “telhados verdes” – técnica que consiste na aplicação de vegetação sobre uma camada impermeável na cobertura de um imóvel. Outra opção são as tintas especiais. “Antes, o mais recomendado eram as cores claras, mas hoje podemos encontrar tintas escuras com o mesmo efeito no mercado”, afirma o gerente.

A iniciativa, que começou em 2010, ainda está avançando em questões técnicas, explica Faria: “Temos uma parceria com  a iniciativa privada e universidades para realizar pesquisas na área. Esses estudos visam criar normas técnicas para esses equipamentos a serem utilizados nas casas”.

E foi graças a essas pesquisas que o mote da campanha mudou. Antes a ideia era estimular as pessoas a pintarem seus telhados com tinta branca comum, mas agora não mais. “Ainda pode ser utilizado, mas descobrimos que, no Brasil, por ser um país úmido, em seis ou sete meses o telhado escurece por conta de bactérias e fungos, e o efeito se perde”. Como uma medida de curto prazo, no entanto, pintar de branco ainda pode ser uma boa opção.


Publicado no Terra Casa & Decoração

quinta-feira, 4 de outubro de 2012

Quais as responsabilidades do inquilino perante o imóvel?



Na hora de escolher um imóvel para alugar, o inquilino deve estar ciente de todos os deveres e direitos. Segundo o corretor de imóveis, Rodrigo Barreto, a verificação de contrato e o estado do imóvel devem ser constantemente observadas no ato de assinatura do contrato. “Os propensos inquilinos devem se preocupar em tirar todas as dúvidas para evitar problemas posteriores”, afirma em seu blog.
Barreto ainda enumerou outras responsabilidades que devem ser observadas pelos inquilinos.
Laudo de vistoria: é dever do inquilino, no ato de entrega das chaves e ao final do contrato de locação, apresentar o imóvel de acordo com o disposto no documento.
Atenção aos problemas estruturais. É importante o inquilino ficar atento e comunicar ao proprietário ou administrador sobre qualquer anormalidade estrutural que surja no imóvel, para saber qual providência a ser tomada. Dependendo do caso, é necessário efetuar reformas em função de problemas ocultos não identificados quando da vistoria: problemas com instalação elétrica, hidráulica, esgoto, infiltração, etc. E, normalmente, nessa situação a responsabilidade é do locador.
Manutenção. O locatário é responsável por qualquer tipo de avaria, dano ou depredação que venha a surgir no imóvel em função de descuido, seja por negligência ou imprudência. E, por tanto, como forma de precaução, além de ter que zelar pelo patrimônio, cabe-lhe contratar o seguro residencial com empresa devidamente habilitada para esse fim.


quarta-feira, 8 de agosto de 2012

7 itens para analisar na vistoria do imóvel alugado

Anote tudo: no laudo de vistoria, inquilino e proprietário devem listar todas as condições de conservação do imóvel

A vistoria orienta o inquilino sobre como o imóvel deve estar na devolução. Aprenda como fazê-la


 Uma das cláusulas do contrato de locação diz que o inquilino deve devolver o imóvel alugado para o proprietário da mesma forma que o encontrou no início do contrato. Se a pintura era nova, será preciso pintar novamente, da mesma cor; se o carpete era novo, ou se estava limpo, será preciso mandar lavá-lo – e se houver algum dano, até trocá-lo.

Qualquer dano deverá ser reparado, mas os desgastes que já existiam antes da chegada do locatário poderão permanecer como estão. Para evitar problemas na hora da entrega das chaves, portanto, é fundamental fazer um laudo de vistoria assim que o contrato é firmado.

No laudo de vistoria, inquilino e proprietário devem listar todas as condições de conservação do imóvel, como o estado da pintura, do piso, do carpete, das portas e de eventuais móveis, além de fotografar cada detalhe. Esse laudo se torna parte integrante do contrato de locação, e é baseado nele que o inquilino vai ajeitar o imóvel para a entrega, quando for embora. Mas o que exatamente deve ser observado? Confira a seguir um check list com 7 itens que devem estar presentes na vistoria do imóvel alugado:

1 Pintura: especifique com que cor e tipo de tinta as paredes, tetos, portas e janelas da casa estão pintados e qual é o estado da pintura;

2 Fechaduras e trincos: sinalize o estado de conservação e funcionamento de todos os trincos e fechaduras da casa;

3 Hidráulica: abra todas as torneiras e cheque o escoamento em todos os pontos de água do imóvel;

4 Pisos, azulejos e revestimentos: documente o tipo de piso e revestimento de todos os cômodos e o estado de conservação de cada um deles; nas áreas molhadas que tiverem azulejo na parede, faça a mesma coisa;

5 Parte elétrica: acenda as luzes, teste todas as tomadas e verifique o quadro de luz para documentar o funcionamento e estado de conservação da rede elétrica;

6 Vidros: é importante notar se os vidros das janelas estão em bom estado, bem como se as janelas estão abrindo e fechando normalmente; registre qualquer trinco ou rachadura que encontrar;

7 Mobília: caso o imóvel possua algum móvel, como armários, estantes, gabinetes etc., certifique-se de inserir no laudo de vistoria o estado de conservação de cada um deles, bem como o funcionamento de puxadores e dobradiças, no caso de portas de armários, gabinetes e afins.

Se depois da vistoria o inquilino encontrar algum problema estrutural, como um entupimento do prédio que afetou os canos do apartamento, ou mesmo uma infiltração, que não pôde ser identificado na hora de fazer o laudo inicial, a responsabilidade pelo conserto é do proprietário. Nesse caso, ou o locador paga o conserto, ou abate o valor do aluguel.


Publicado na  Exame.com por imovelweb

sábado, 14 de julho de 2012

Reforma básica amplia possibilidades de venda


Uma reforma antes de colocar o imóvel à venda pode significar maior valorização e mais chances de sucesso na negociação. Especialistas no mercado imobiliário orientam os proprietários a fazerem uma sessão de "embelezamento" e providenciar alguns reparos, antes de abrirem as portas da casa ou do apartamento para as visitas dos compradores.
Antônio Beltrame, da Beltrame Imóveis, recomenda pintar o imóvel, interna e externamente, no caso de casas e sobrados, substituir pisos e azulejos, trincados ou quebrados, e revisar as partes elétrica e hidráulica. "Deve ser uma reforma básica. Com pouco investimento, a cara do imóvel pode mudar totalmente", diz.
Ele destaca que se houver um questionamento sobre a qualidade do acabamento, o comprador pode ser levado a raciocinar sobre o alto investimento de uma reforma. "Como é comum o comprador desconhecer valores, pode refletir que o custo para fazer os consertos será alto e a consequência será a desistência da compra", observa Beltrame.
Além de observar itens como as condições do revestimento e infiltrações, o imobiliarista orienta que a reforma não pode ser profunda e não deve conter elementos pessoais. "A pintura deve ser neutra, com cores básicas, normalmente branco ou gelo. Uma parede colorida pode espantar os compradores", opina.
Critério semelhante é apontado pela arquiteta Fernanda Maróstica. "Cores muito vibrantes têm que estar harmonizadas com o contexto da decoração e isso é muito pessoal. Uma pintura básica com certeza vai viabilizar a venda", avalia.
A arquiteta afirma que entre os itens que o comprador analisa na hora de comprar o imóvel estão a cozinha e o banheiro. "Uma cozinha planejada pode significar uma preocupação a menos para o novo morador.
É importante também que o banheiro esteja em ótimo estado. Os materiais não precisam ser caros, mas devem ser novos e ter o aspecto de limpeza", comenta.
Fernanda sugere ainda um investimento maior na fachada com o cuidado de limpeza no quintal, pintura das grades e algum detalhe com elementos naturais. "Um toque de paisagismo ajuda a valorizar o imóvel. O local tem que estar agradável, porém sem muitas características da personalidade dos proprietários", declara.
Na parte de revestimentos, os especialistas lembram que atualmente existem pisos e azulejos que podem ser colados por cima do antigo, sem transtornos. Eles também devem seguir a regra da pintura e não devem ter decorações ou cores.
O básico é sempre a melhor opção. "Os compradores querem entrar na casa, sem preocupações com reformas. É isso que o vendedor deve ter em mente", ressalta a arquiteta.
COMERCIAL, FINANCIAMENTO E LOCAÇÃO
Se para o imóvel residencial, a reforma pode agregar valor na hora da venda, para o comercial, os detalhes perdem em importância. “Normalmente, a compra de salas comerciais é feita por investidores ou empresários. Eles sabem que terão de investir em reforma. Também são conhecedores dos custos dos reparos e isso não impede a compra”, declara o imobiliarista Antônio Beltrame.
Nos casos de imóveis que passam por avaliação de técnicos de um banco, o acabamento dificilmente interfere no trabalho. “Os critérios são outros. Um avaliador não considera a falta da reforma como depreciação. Ele vai avaliar o tempo de uso, o metro quadrado, entre outras características”, diz Beltrame.
Já no setor de locação, a orientação para a reforma é semelhante. A prioridade para alugar um imóvel é o bom estado de conservação do bem.
Publicado por REDIMOB

quinta-feira, 12 de julho de 2012

Deixe seu jardim mais bonito



Iluminar plantas de maior destaque e dar preferência a espécies resistentes podem garantir funcionalidade ao espaço, garante o paisagista e arquiteto Marcelo Faisal.


Praticidade e simplicidade são características marcantes nos jardins elaborados pelo paisagista Marcelo Faisal. Ao completar 50 anos de vida, o também arquiteto e agrônomo marca sua carreira com o lançamento do livro Fotos-Síntese.





Na obra de 114 páginas, o leitor terá contato com fotos de 25 projetos desenvolvidos por Faisal e diversas frases colecionadas pelo autor ao longo de sua carreira. Fruto de um trabalho que teve início há dois meses, o livro mostra experiências pessoais do paisagista relacionadas ao universo da jardinagem.


"Os projetos escolhidos são referências estéticas de meu trabalho, sempre priorizando a simplicidade e a funcionalidade antes da beleza propriamente dita", afirma o profissional. "Quanto ao bloco editorial, sempre colecionei frases, pensamentos e ideias minhas e de autores diversos. Agora tive a oportunidade de usar este material", diz.
Preocupado em garantir o aspecto funcional do paisagismo, Marcelo Faisal dá algumas dicas para quem deseja ter 
um belo jardim:





Cores: É possível usar a variação de tonalidades de verde nas plantas para conseguir um jardim alegre.
Mas as cores não precisam aparecer somente nos vegetais, elas podem estar presentes também nos itens de decoração, na pintura e nos móveis espalhados pelo ambiente.

Flores: O paisagista alerta para a grande necessidade de manutenção que as plantas sazonais geram.
Por isso, o ideal é dar preferência às perenes como alpínias, helicônias, gardênias, moreia e agapanto.

Arquitetura: Ao contrário do habitual, o projeto do jardim deveria seguir paralelo à construção da casa, e não depois. Segundo Faisal, antes de qualquer iniciativa, é preciso observar o clima do ambiente e o estilo que se espera usar na decoração. Depois, o ideal é alinhar as espécies com a identidade empregada na arquitetura.

Beleza: Ficar restrito apenas ao aspecto estético do jardim é um grande erro. Mais importante do que garantir a beleza do lugar, é conseguir um bom funcionamento principalmente no quesito circulação, sem ficar preso a detalhes.
Iluminação: "Preocupar-se com o posicionamento de luz no jardim é fundamental, já que a maioria das pessoas frequenta o espaço à noite", lembra. Desse modo, nada melhor do que observar o trajeto de circulação, valorizar os pontos focais (plantas de destaque) e evitar as zonas cinzentas originadas pela falta de luz.





Móveis: Em ambientes de áreas externas, como bangalôs e espaços gourmet, há muitas possibilidades de materiais que não sejam de plástico. Pensar em madeiras e fibras sintéticas pode ser uma boa opção na hora de decorar o jardim.

Sustentabilidade: Segundo o paisagista, o jardim perfeito alia baixa manutenção, bom gosto e praticidade. "A tendência em jardinagem será o uso de espécies resistentes que precisem de pouca água. Mais agressivo e menos romântico, o jardim terá presença constante de espécies como agaves, plátano e fênix", afirma.

Publicado por Bruna Bessi no IG

terça-feira, 26 de junho de 2012

Como reduzir consumo de energia nas residências no inverno



Com a chegada do inverno, o consumo de energia pode aumentar em até 20%, segundo levantamento da AES Eletropaulo, por conta do uso de aquecedores, banhos longos e com temperaturas mais altas e torneiras com água quente, entre outros hábitos mais freqüentes nesta estação. Para ajudar seus clientes a fazerem a gestão do uso desses eletrodomésticos, a distribuidora preparou um compilado de dicas que podem ser adotadas no dia a dia, contribuindo para redução do consumo de energia no mês.

No caso dos banhos quentes, por exemplo, chuveiros elétricos na posição inverno gastam até 30% a mais de energia. Se for essa a opção para aplacar o frio, a dica é passar menos tempo possível debaixo do chuveiro.

 “Com os dias frios, as pessoas recorrem a medidas para enfrentar a baixa dos termômetros que acabam acarretando a alta na conta de luz. A questão do banho é apenas uma delas. O uso de aquecedores, secadores de roupas, de cabelo e outros aparelhos propiciam maior conforto nesta época do ano, mas impulsionam o consumo”, afirmou Fernando Bacellar, coordenador de uso final de energia da AES Eletropaulo.

Segundo ele, mesmo em condições climáticas adversas, o ideal é manter práticas de uso consciente da energia. “Adquirir aparelhos do porte adequado ao uso e à quantidade de pessoas da casa, e ainda, que tenham o Selo Procel são outras atitude que ajudam a economizar energia não só durante este período do ano.“
 

DICAS DE ECONOMIA DE ENERGIA

 Geladeira
  • regule o termostato. A temperatura interna do refrigerador não precisa ser tão baixa quanto no verão;
  • não use as serpentinas de trás do aparelho para secar panos de prato e roupas;
  • verifique se a borracha de vedação está em bom estado, evitando que o ar frio escape de dentro da geladeira;
  • não abra a porta sem necessidade ou por tempo prolongado e não guarde nada, ainda quente, no refrigerador nem no freezer;

 Aquecedores de Ambiente

  • ligue os aquecedores em locais com portas e janelas totalmente fechadas e também onde há pessoas presentes;
  • o uso de aquecedores elétricos é indicado para pequenos ambientes.
 



 Ferros de passar roupa

  • regule a temperatura do ferro seguindo as orientações do fabricante ou, no caso do ferro elétrico automático, a indicada para cada tecido;
  • acumule a maior quantidade possível de roupas para passar tudo de uma vez só;
  • outra dica é iniciar sempre pelas roupas que requerem temperaturas mais altas. Deixe roupas leves, como as feitas de nylon e lingeries, para serem passadas nos últimos dez minutos, com o ferro desligado. Isso ajuda a economizar, já que o aparelho ainda estará quente.
 

Aquecedores de água 

  • ajuste o termostato de acordo com a temperatura ambiente, pois, se esquentar demais e houver necessidade de misturar a água fria, haverá grande desperdício não só de energia como também de água. 

 Torneiras elétricas

  • procure ensaboar toda a louça para depois enxaguá-las de uma só vez, já que as torneiras elétricas proporcionam conforto, mas consomem bastante energia. 

 Novos aparelhos

  • alguns eletrodomésticos têm consumo medido por centros de pesquisas do governo. Os mais eficientes ganham o Selo Procel. Na hora da compra, escolha esses modelos. 

 Publicado em AES Eletropaulo

segunda-feira, 11 de junho de 2012

10 dicas de decoração para ampliar ambientes pequenos


A decoração cria vários desafios e um deles é aproveitar o espaço da melhor forma possível. Quando a área tem dimensões limitadas, o projeto deve incorporar alguns truques capazes de causar a sensação de amplitude ou mesmo aliviar a circulação. "Artifícios como usar espelhos e optar por paredes brancas colaboram bastante", ensina a decoradora Fernanda Firenze.



Espelho, espelho meu: um espelho aumenta a percepção de luz e espaço. Use o acessório para criar espaço e fazer com que o cômodo pareça maior. Certifique-se de que ele reflita algo apelativo ao olhar, como um candelabro na sala de estar, enfim, algo bonito de se realçar.


Cor sim, cor não: o uso de quadros e telas com traços de horizonte transmitem a sensação de expansão. Esse recurso cria uma ilusão de espaço.


 Listras verticais: Se a ideia é ampliar o comprimento, aposte nas listras verticais.



Deu branco: o branco dá sensação de infinito e amplia o espaço. Outra vantagem: destaca móveis e objetos. Deixe o colorido para acessórios decorativos como almofadas, quadros e vasos.



Nada de paredes: integre sala e cozinha e você verá como o ambiente ficará mais aberto e iluminado. Se isto não for do seu gosto, faça uma janela interna entre os dois, com um vidro fixo ou de correr. Os pratos podem passar por esta abertura, promovendo uma integração.



Minimalismo em alta: móveis retos funcionam melhor em ambientes pequenos. Possibilitam encaixes nos ambientes. Outra sugestão são as peças suspensas, elas facilitam a circulação. Em busca de leveza visual, prefira as peças que misturem poucos materiais e que tenham linhas retas.



Deixe o sol entrar: quanto maior a luminosidade, maior a sensação do espaço. Ambientes escuros tendem a parecer menores do que realmente são.



Boas vindas: as portas de correr ocupam menos espaço e permitem maior integração entre os ambientes. Fique longe do modelo pivotante e balcão.



Sobe e desce: escolher um modelo de escada vazada garante a leveza e faz com que ela seja um elemento de destaque do ambiente.



Olhe para baixo: pinte os rodapés da mesma cor das paredes, caso o pé direito (altura do teto) seja baixo. Se você optar por outra cor, vai criar uma linha divisória que vai criar a sensação de diminuição do cômodo.



Olhe para cima também: partindo da mesma premissa dos rodapés, não rebaixe o teto com gesso se o pé direito for baixo, no máximo faça uma moldura.



Publicado no Terra

terça-feira, 20 de março de 2012

Como eliminar mofo




Nas roupas
Passo 1: Tire do armário as roupas úmidas e limpe com uma escova qualquer ponto preto que consiga ver.
Passo 2: Faça uma pasta com suco de limão e sal e aplique-a sobre as áreas manchadas.
Passo 3: Deixe as roupas expostas ao sol durante várias horas. Pendure-as no varal, se tiver um. Caso contrário, deite-as sobre uma superfície plana, limpa e seca.
Passo 4: Enxágue completamente com água e depois lave as roupas como de costume.

Nos livros
Passo 1: É perfeitamente admissível chorar por causa dos livros mofados. Apenas não deixe as lágrimas caírem sobre as páginas. A umidade e o calor estimulam a formação de mofo.
Passo 2: Depois de recuperar a compostura, coloque os livros ao ar livre em um dia de sol. Com uma toalha seca, limpe delicadamente as páginas afetadas.
Passo 3: Aplique sobre as páginas uma camada fina de amido de milho, coloque o livro de pé e deixe-o exposto ao ar durante várias horas.
Passo 4: Espane novamente as páginas e pode começar a ler.

Nos estofados
Passo 1: Procure moedas soltas entre as almofadas e use-as à vontade.
Passo 2: Faça uma boa limpeza em seu sofá ou poltrona com um aspirador de pó.
Passo 3: Leve o móvel para fora em um dia ensolarado e pouco úmido e deixe o sol agir. Alguns esporos pretos não são páreo para os poderosos raios UV. Shazam!

Em paredes pintadas
Passo 1: Calce luvas de látex. (Para maior satisfação, calce as luvas com um gesto dramático, com direito a estalo.)
Passo 2: Dissolva ¾ de xícara de água sanitária em 4 litros de água e aplique a solução sobre as paredes, usando uma esponja.
Passo 3: Lave a esponja com água limpa e passe-a novamente sobre as paredes.

Nos azulejos do banheiro
Passo 1: Aplique sobre os azulejos uma solução de quatro partes de água para uma parte de vinagre e vá fazer outra coisa, de preferência muito mais divertida, durante uma hora ou mais. (Você também pode usar vinagre puro, mas se fizer isso com muita frequência, poderá dissolver o rejunte.
Passo 2: Numa escova dura (ou escova de dentes), coloque um pouco de bicarbonato de sódio e parta para cima das paredes, esfregando vigorosamente todo o rejunte.
Passo 3: Enxágue e, se necessário, repita a operação.

Mais dicas úteis
- Mantenha sua casa limpa e arejada. O mofo adora lugares sujos, escuros e úmidos.
- Abra as janelas nos dias de vento.
- Não guarde no armário roupas sujas ou molhadas.
- Ligue o exaustor do banheiro.
- E pense em novas maneiras de deixar o sol entrar!


Autor: Erin Bried
Editora: Civilização Brasileira
Páginas: 322

sexta-feira, 16 de março de 2012

A pia entupiu? Saiba o que fazer e como evitar o problema

 

A correta manutenção da caixa de gordura é o segredo para evitar esse tipo de problema.

A pia da cozinha entupiu ou a água está demorando para escoar? Isso pode ser sinal de que você se descuidou da manutenção da caixa de gordura. Mas você sabe o que é e para que serve o equipamento?

Ela é como um grande balde, que fica abaixo do piso, deixando ver apenas a tampa. Sua função é impedir que a gordura dos alimentos - que vai com a água literalmente ralo abaixo - chegue à rede de esgoto.

A caixa de gordura tem as medidas calculadas pelo engenheiro, no momento do projeto do imóvel, levando em conta o número de pessoas que vão usar a cozinha. Na caixa há uma quantidade pré-determinada de água, que serve como "filtro" da água gordurosa que vem da pia da cozinha e da máquina de lavar louças. Esse líquido oleoso entra por um tubo, cai na água que já está no dispositivo e sai pelo lado oposto, sem a gordura. "Como água e óleo não se misturam, devido ao tempo de passagem, a gordura boia e só a água passa", resume engenheiro civil José Roberto Scarpetta Alves.

Manutenção As caixas de gordura são comumente feitas de concreto ou de plástico PVC. Elas possuem tampa removível para facilitar a limpeza. Nela, a sujeira se apresenta como uma espécie de "casca" e deve ser retirada, ensacada e jogada no lixo orgânico. O procedimento deve ser feito de seis em seis meses em casas, e de três em três meses em prédios, e pode ser realizado por empresas especializadas ou com o uso de bactérias que “comem” a gordura. Essas bactérias são vendidas em formato de farelo seco embalados em potes plásticos e são encontradas em lojas especializadas. É importante destacar que os resíduos que sobrarem da limpeza da caixa não devem ser jogados na rede de água novamente – como no vaso sanitário. Isso pode provocar entupimento do sistema.


O engenheiro Scarpetta alerta que, mesmo com o uso das bactérias especiais, é obrigatório fazer pelo menos uma higienização anual da caixa de gordura.
Para facilitar a remoção da gordura da caixa até o saco de lixo, alguns modelos do dispositivo vêm com uma cesta de limpeza.

 
Gordura no ralo da pia
O cuidado com a gordura no ralo da pia é importante porque o excesso do material pode levar ao escoamento lento da água, a entupimentos da tubulação e ao mau cheiro. Em casos extremos, pode haver transbordamento da caixa de gordura - quando a limpeza não é feita no período correto - ou volta do líquido sujo pelo ralo da pia - o que ocorre quando a caixa está cheia e a água que chega nela não consegue seguir adiante, ou seja, retorno por onde entrou.


Cuidados preventivos Mas vale o ditado de que não sujar é melhor do que limpar. Scarpetta explica que a caixa só retém a gordura que consegue chegar até ela. Antes disso, porém, o óleo que desce com a água pela pia vai se acumulando na tubulação. Com isso, pedaços de alimentos, como grãos de arroz, podem acabar aderindo à parede do cano também, em um processo que se repete. "Esse material acaba criando uma espécie de bola, que diminui a vazão da tubulação e faz a água da pia demorar para escoar", continua o engenheiro.


O conselho para evitar essa situação é não jogar restos de comida na pia, descartando o que sobra nos pratos e nas panelas no lixeiro, antes de lavar a louça. "Passar papel toalha (ou papel higiênico folha simples, que é mais barato) na superfície do utensílio, retirando todo o excesso de gordura antes de lavá-lo, também ajuda a evitar essa situação, além de economizar água", ensina.


Outra dica é jogar cerca de dois litros de água fervendo na pia depois de lavar a louça - "o tubo resiste", garante o engenheiro. O líquido quente vai descolando a gordura grudada na tubulação. E deixar a torneira aberta quando a pia começa a demorar para escoar a água, funciona? "Até funciona, mas muito mal, pois a água fria não remove a gordura acumulada", pontua o engenheiro.


O desentupimento pode ser feito, ainda, com produtos à base de soda cáustica (à venda em lojas especializadas e na seção de limpeza de grandes supermercados). O químico é jogado no ralo da pia, age por alguns minutos e depois é limpo com água corrente, sem que a pessoa encoste nele. "É meio perigoso e tóxico, devendo ser usado longe de crianças e com muito cuidado", alerta Scarpetta. E usar refrigerante a base de soda, como os refrigerantes de cola, funciona? "Não é cientificamente comprovado", diz.


Caixa de gordura x caixa sifonada
O engenheiro Scarpetta aponta uma situação em que o problema de escoamento de água pode ser mais difícil de resolver do que com uma simples limpeza: o caso da caixa sifonada. O equipamento, que serve para recolher a água do chuveiro em casa, por exemplo, às vezes é usado em substituição à caixa de gordura como uma medida de economia, já que é mais barato. O especialista alerta que isso é “totalmente inadequado”. “O volume de retenção é muito pequeno e há tendência de encher mais rápido, além de as duas caixas funcionarem de maneiras diferentes", explica o profissional. "A tubulação de entrada da caixa sifonada também é menor do que deveria, e a velocidade com que a água passa não é suficiente para separar água e gordura, ou seja, a caixa se torna ineficiente", completa.

Segundo o engenheiro, em caso de entupimento ou demora no escoamento da água da pia, o indicado é limpar a caixa de gordura. Se não for possível, ou se a caixa for sifonada e não houver possibilidade de trocá-la pela de gordura, ele aconselha a jogar água quente direto na caixa. "E evitar encher a pia de gordura novamente", finaliza.

 

Fonte: Revista Pense Imóveis

quinta-feira, 1 de março de 2012

A lâmpada ideal para cada ambiente


Escolha a lâmpada certa

A escolha da lâmpada depende muito do ambiente e das atividades que serão realizadas nele, no entanto, o tipo escolhido pode fazer diferença na iluminação e também ajudar na decoração tanto na área interna, quanto externa da casa. O ideal é deixar o ambiente aconchegante, a luz adequada e com baixo consumo de energia.

As lâmpadas mais usadas hoje nas residências são as incandescentes e incandescentes halógenas, com o formato clássico, geralmente são brancas, intensa e brilhante, fluorescentes compactas que são mais modernas e as tubulares, essas o consumo de energia é 80% menor que as incandescentes e a tonalidade de cor variam entre amareladas e branca. No entanto, novas no mercado, as lâmpadas led duram cerca de 50 vezes mais e, quanto maior a eficiência da lâmpada, menor o gasto de energia.

O diretor técnico da Abilux, Associação Brasileira da Indústria de Iluminação, Isac Roizenblatt, atenta para como é importante minimizar o consumo de energia e reduzir os custos. "O ideal é sempre utilizar lâmpadas eficientes e de longa duração, luminárias com bons sistemas ópticos e duráveis providas de controladores de luz eletrônicos" , orienta o diretor.

A lâmpada led pode ser usada em todos os ambientes, pois é eficiente e econômica, já a incandescente é a menos eficiente, logo o gasto de energia é maior.


Ambientes internos e externos

O ideal é dividir o tipo de iluminação e fazer com que ela seja funcional, como para lavanderia, cozinha e banheiros, locais onde a decoração pode ficar por conta de luminárias e não por lâmpadas principais, já para a sala e lugares mais aconchegantes existe a opção de acender parte ou todas as lâmpadas, o que possibilita uma iluminação mais agradável para uma ocasião especial.

Áreas internas

Isac explica que para cozinha, áreas de serviço e banheiro o ideal é usar lâmpadas fluorescentes. "Nos outros ambientes, como quartos e sala, as incandescentes halógenas são boas, mas não são resistentes, então o ideal é ter um gasto maior de compra com as lâmpadas led que são mais eficazes" , indica Isac.

Nos ambientes mais aconchegantes como a sala e o quarto, o ideal é ter uma iluminação indireta, como o uso de sancas ou de diversos focos de luz, que direcionam a iluminação do teto para paredes e, por reflexo, fazem uma iluminação mais uniforme para realizar várias atividades e para complementar use abajur e luminárias.

Alguns ambientes necessitam de uma aparência mais natural na iluminação, como a sala de ginástica, para isso as mais indicadas são lâmpadas fluorescentes com aparência fria e luminárias resistentes, pois propiciam uma luz viva para o local.

Áreas externas

A garagem pode ser iluminada também com lâmpadas fluorescentes. Para a piscina, o mais seguro são os nichos secos que por meio de fibras levam luz ao seu contorno. Nas quadras e áreas esportivas, Isac indica a lâmpada de vapor metálico. "Essas lâmpadas são aplicadas em projetores e oferecem grandes pacotes de luz com alta intensidade, possuem alta eficiência e uma boa reprodução de cores" , diz ele.

As luminárias com lâmpadas led e fluorescentes também pode ser usadas como decoração na entrada da casa e em jardins, as duas são eficientes e têm variados tons de branco.

Economize energia

A luz natural é a melhor opção para atender a economia do consumo de energia com bem estar e conforto, além da preservação do meio ambiente. Então, sempre que possível, o ideal é não acender as luzes durante o dia, principalmente nas áreas externas e ter um ambiente mais arejado e com entrada de sol.

A arquiteta Fabiana Gimenez explica que para as áreas externas o foco é distribuir a iluminação por igual. "A iluminação em áreas externas deve ser distribuída para minimizar a penumbra, áreas escuras, é preciso atentar para o custo enérgico, nesse caso são ideais lâmpadas de menor consumo" .

Procure sempre usar lâmpadas mais resistentes. "Hoje, com a tecnologia dos leds, podemos ter lâmpadas com grande durabilidade e baixo consumo, o custo ainda é alto, mas a tendência aponta para valores cada vez mais acessíveis", comenta a arquiteta.

Publicado na Bbel em 10/01/2012 

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Dedetização ajuda a deixar sua casa livre de pragas


Intrusos
Baratas, formigas, roedores, pombos e moscas podem ser moradores pouco agradáveis na sua residência. Acabar com esses bichos que insistem em continuar frequentando sua casa, trazendo riscos à saúde de sua família, nem sempre é uma tarefa fácil. Sprays em aerossol que matam insetos e são encontrados em supermercados dificilmente conseguem exterminar de vez as pragas.

Esses animais são hospedeiros de bactérias, fungos e vírus responsáveis por causar doenças em seres humanos. As fezes do pombo, por exemplo, podem causar Criptococose, uma doença que afeta o sistema nervoso central trazendo tonturas, enjoos e podendo evoluir para um quadro de saúde mais grave.

Por isso, encontrar uma boa dedetizadora é o ideal para eliminar com eficiência os intrusos. Porém, antes de contratar uma empresa que preste esse serviço, alguns cuidados devem ser tomados. Verifique se a empresa tem alvará de funcionamento expedido pela Vigilância Sanitária e se os produtos químicos usados são registrados no Ministério da Saúde. Peça um orçamento antes de fechar negócio e desconfie de preços muito abaixo da média, o que pode significar um trabalho mal feito.




Causas

As infestações normalmente acontecem por problemas com comida exposta, lixo e falta de limpeza adequada. Paulo Lins, supervisor técnico da dedetizadora Osaka, aponta o desequilíbrio no meio ambiente como causador dos problemas com pragas. "Sujeira, material entulhado, alimentos estocados da forma errada (embalagens abertas dentro do armário, por exemplo), acessos abertos (ralos destampados, orifícios em paredes, batentes de porta mal encaixados) podem causar desequilíbrio no meio ambiente e gerar infestações", afirma.

No verão, a situação pode se agravar ainda mais. Itacir de Assis, gerente operacional da dedetizadora Sampex explica o motivo. "São épocas de muita chuva e calor, e esses animais tentam fugir procurando lugares mais secos e com alimentos disponíveis, por isso acabam achando um espaço propício dentro das casas", relata.

O processo de dedetização é rápido e seguro. Para uma casa de 150 m², o tempo médio é de uma hora e meia para aplicação. O preço varia conforme o tipo da infestação, região do país e tamanho do local a ser dedetizado. Itacir alerta para os cuidados necessários após a aplicação, afirmando que as pessoas não precisam ausentar-se da residência. "Apenas é preciso que idosos, crianças, lactantes e animais fiquem longe do local dedetizado durante as oito horas seguintes da aplicação. Após quatro horas, é recomendável passar um pano úmido nos móveis para diminuir a possibilidade de intoxicação", afirma. Deixar o local ventilando, com as janelas abertas, também é importante.

Para Paulo, o ideal é que os animais retornem ao local após 24 horas da dedetização. "Caso aconteça algum sinal diferente no animal (como olhos lacrimejantes, coriza no focinho, sinais de stress), levar imediatamente ao veterinário com a ficha técnica do produto, além do termo de garantia da empresa", enfatiza.

Para um efeito duradouro da dedetização, é preciso que o procedimento seja refeito em média a cada seis meses em residências e a cada nove dias em comércios. "Dependendo do grau de infestação, pode ser necessário um tempo menor entre as dedetizações, por isso é preciso avaliar cada caso", pondera Itacir.



Tratamento

Para cada tipo de infestação, um método eficiente para acabar com o problema. No caso de pulgas, aranhas e insetos em geral, o recomendado é a utilização de micropulverizadores que, através de bombas de ar comprimido com a substância química líquida, espalham o veneno na quantidade necessária. "Nesses casos, o importante é usar o tóxico em locais específicos, como ralos e rodapés", aponta Itacir. O especialista explica que os ralos e tubulações são focos de concentração desses tipos de insetos, e rodapés são usados como rotas de circulação, utilizados pelos animais para locomoção dentro da casa.

Já para acabar com as baratas e formigas, o ideal é o uso de um gel específico para dedetização. "Colocado em locais como tomadas, fundos de gavetas, interruptores e armários, onde esses animais se alojam, o gel é capaz de intoxicar e matar em poucos minutos os insetos", afirma.

No caso de pombo, o processo é diferente. Desde 1998 é proibido usar iscas envenenadas para eliminação de pombos, o que se caracteriza como crime ambiental. Por isso, é essencial proteger o local e evitar o acesso das aves. A forma mais eficaz é utilizando um gel repelente atóxico. "O gel deixa o local grudento e causa irritação aos pombos, o que faz com que eles não voltem mais", relata Itacir. Existem também outras maneiras de conter esse tipo de praga urbana, como instalações de telas e espículas, ou pendurar objetos brilhantes e coloridos como CDs e fitas de sacos plásticos nos locais frequentados pelos animais. Isso assustará os pombos e deixará sua família longe de doenças perigosas.

Paulo lembra que outros procedimentos também ajudam no controle. "Evitar a alimentação, seja de modo ativo (jogando migalhas) ou modo passivo (alimento de aves domésticas deixados nas proximidades das gaiolas), além de não construir fachadas que ofereçam pontos de abrigos para esses animais ajudarão no processo", comenta.

Por Duda Schwab - Equipe BBel - UOL Casas

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Faça a manutenção no telhado e evite goteiras

Olá amigos, estava olhando o vizinho fazendo a manutenção do telhado da casa dele, quando lembrei desta importante questão.
Principalmente agora que estamos perto da época das chuvas.
Pesquisei na internet e encontrei esta interessante matéria que segue abaixo:


Calha

Em dias de chuva, quem já não passou pela situação de chegar em casa depois do trabalho e ver móveis e tapetes molhados por causa de goteiras? Se o telhado não enfrentou uma chuva forte, granizo ou uma ventania, as goteiras podem ser indício de que ele e a calha não estejam recebendo a manutenção adequada.

De acordo com a arquiteta Maria Manoela Parkinson, a limpeza das calhas para retirar folhas e demais resíduos que possam causar o entupimento deve ser feita ao menos uma vez por mês. A arquiteta é proprietária de uma franquia da marca Dr. Faz Tudo, especializada em serviços de manutenção residencial, no Rio de Janeiro, e comenta que o transbordamento das calhas por causa de folhas obstruindo o escoamento da água é a principal causa de problemas em telhados.

Em locais sem muitas árvores esta manutenção pode ser mais espaçada, sendo realizada ao menos uma vez a cada três meses. Limpar a calha não é trabalho que demanda necessariamente a contratação de profissional especializado, em especial quando é possível acessá-la pelo lado externo da casa, sem a necessidade de subir pelo telhado. Segundo Maria Manoela, a troca de telhas, no entanto, é um serviço arriscado e que pode ser melhor executado por uma pessoa que tenha mais habilidade para andar sobre o telhado do que os proprietários. A dica da arquiteta para quem pretende fazer a manutenção sozinho é nunca subir no telhado quando ele estiver molhado e usar madeiras para se andar sobre as telhas.

Goteiras são sempre sinal de que existem telhas rachadas, quebradas ou fora do lugar. Maria Manoela aconselha os proprietários a sempre vistoriar o telhado depois de chuvas fortes, com granizo e ventanias, fatores que costumam danificar as telhas. Ela explica que as telhas cerâmicas francesas são as que mais sofrem com as intemperes pelo fato de seu sistema de encaixe ser o mais frágil.



Previnindo


Fora a vistoria após tempestades, a arquiteta Maria Manoela recomenda que as telhas sejam checadas a cada três meses. Para prevenir que goteiras prejudiquem o interior do imóvel e o forro da residência, ela indica que no momento da instalação do telhado seja colocada uma camada de papel impermeabilizante entre ele o forro, o que vai impedir a passagem da água.

É possível detectar danos no telhado mesmo em períodos secos. A primeira orientação da arquiteta é verificar se há passagem de luz pelo telhado. Caso sim, esses locais também serão o caminho de passagem da água da chuva. Outra maneira é tentar encontrar pontos de umidade e manchas no madeiramento do telhado e no forro, pois eles também indicam que aqueles locais estão sendo molhados por goteiras quando há chuva.

Se bem instalado, com a inclinação e materiais corretos, o telhado pode durar décadas. De acordo com Ana Carolina Carpentieri, arquiteta e supervisora de marketing da fabricante de telhas Onduline, outro tipo de manutenção que caso não aconteça pode comprometer a durabilidade das telhas é a retirada do limo que se forma sobre elas, que compromete principalmente as de cerâmica por terem maior capacidade de absorver água.

O acúmulo de limo torna as telhas de cerâmica extremamente frágeis, capazes de esfarelar ao toque, segundo a arquiteta Maria Manoela. Ela explica que a retirada deste tipo de resíduo deve ser feita a cada dois ou três anos e menciona também que se o telhado tiver sido feito dentro da inclinação correta o acúmulo de limo vai ocorrer vagarosamente.





Telhas de fibra de cimento

De acordo com a arquiteta Ana Carolina, as telhas de fibra de cimento são as mais usadas no Brasil, à frente inclusive das de cerâmica. Elas substituem as antigas telhas de amianto, substância considerada tóxica e proibida em diversos estados brasileiros. Ana Carolina comenta que existem diferentes espessuras para este tipo de telha, mais ou menos resistentes à quebra.

A fibra de cimento e o concreto, que também é usado para fazer telhas, são materiais mais resistentes do que a cerâmica e sofrem menos com chuvas e ventos fortes, pois o encaixe destes tipos de telhas é mais firme. A manutenção desses telhados deve ser feita da mesma maneira indicada para aqueles construídos com telhas cerâmicas.



Outra recomendação importante é lavar os telhados de fibra de cimento e concreto periodicamente com jatos de água. Ana Carolina indica que, paliativamente, rachaduras e quebras nessas telhas podem ser reparadas com a aplicação de fitas adesivas betuminosas. Essas fitas são capazes de vedar a entrada de água e são encontradas no mercado em diversas cores e tamanhos. 

Publicado no bBel Um estilo de vida do UOL

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Dicas para decidir o melhor tipo de piso para os ambientes da casa

Especialistas indicam o que usar em cada ambiente e dão dicas de limpeza e conservação



Escolher o melhor piso para os ambientes da casa não é tarefa fácil. Deve-se levar em consideração o tipo de uso em que o espaço terá. Muito importante também é a qualidade do produto. “É bom consultar um profissional que conheça as marcas. O cliente pode pedir uma consultoria, por exemplo, que se paga por hora, e o arquiteto ajuda a escolher os materiais”, esclarece a arquiteta Dione Garros. Ela acrescenta que, com a concorrência acirrada do mercado, o preço pode ser negociado.

Os riscos de comprar um material de qualidade duvidosa são muitos: ele pode ser empenado – significa que não é alinhado, com irregularidades no centro ou nas pontas.  Ou ainda pode ter falhas na tonalidade. A dica é verificar o material assim que recebê-lo. Caso o produto apresente defeitos, o Código de Defesa do Consumidor (CDC) oferece garantia de 90 dias a partir da data impressa na nota fiscal. Outro ponto importante é a metragem,: recomenda-se adquirir ao menos 10% a mais de revestimento para eventuais cortes, quebras, futuras reformas ou caso o produto não esteja mais disponível no mercado na mesma textura ou tonalidade. A aplicação de qualquer tipo de piso dever ser feita por mão-de-obra qualificada.

> Cimento queimadoO cimento queimado oferece visual rústico e, ao mesmo tempo, contemporâneo. Mas tem lá suas desvantagens, pois as trincas são inevitáveis, assim como o efeito manchado. A arquiteta Dione Garros conta que dá preferência ao uso desse revestimento no interior de casas de campo. "Cuido para não usar cimento queimado em áreas externas, pois ele acaba rachando e não tem muita durabilidade", completa. Ela sugere, ainda, a combinação com faixas de cerâmica, ladrilhos e pedras, que confere um charme a mais para o piso.

Duas alternativas podem ser buscadas no mercado: o cimento polimérico ou as massas pré-fabricadas. A vantagem do cimento polimérico é o aditivo que garante maior elasticidade e aderência do cimentado. Massas pré-fabricadas à base de pó de limestone ou de quartzo têm boa resistência a trincas. Existe, ainda, a massa caseira, que pode ser preparada por um mestre de obras experiente.


Piso cimentício

Onde usar
Por não ter rejuntes e facilitar a limpeza, o acabamento de cimento queimado é muito apreciado em pisos e paredes de cozinha. No entanto, respingos constantes de gordura podem manchar o revestimento. Por isso, a dica é usar, próximo ao fogão, azulejos ou placas de inox.

Saiba mais
- é normal aparecerem pequenas trincas, mesmo que o serviço seja muito bem feito;
- manchas também são características deste tipo de piso, e costumam ficar mais visíveis com o passar do tempo;
- quanto mais lento processo de secagem do cimento - chamado de cura -, menor a probabilidade de aparecerem trincas e rachaduras;
- aplicar resinas com base acrílica por cima da massa ainda úmida é uma opção para retardar a cura do cimento;
- antes de aplicar o cimento queimado é importante que o contrapiso esteja limpo, desengordurado e sem pó. Caso haja trincas ou partes soltas, recomenda-se nivelar o contrapiso antes do processo;
- para atenuar as trincas é possível fazer juntas de dilatação em intervalos de até 1 m. Neste caso, plástico e metal são mais indicados, pois a madeira junta bactérias e fungos, e se deteriora;
- usar areia fina, clara e lavada na mistura ajuda a dar um resultado mais homogêneo ao revestimento;
- para evitar manchas, é indicada a aplicação de duas demãos de verniz à base de água logo após a cura e antes do uso do piso;
- o piso deve ser selado e impermeabilizado com resina. No caso de cimento colorido, é necessário um produto com filtro contra raios ultravioleta;
- sapatos podem marcar fácil o piso, mas as manchinhas saem com sabão, água e esponja.
- quando molhado, o piso de cimento fica escorregadio.

> Porcelanato
O porcelanato é o queridinho dos arquitetos e dos clientes. São vários os motivos: alta resistência à abrasão, durabilidade, grande variedade de tons e texturas. As marcas que fabricam este tipo de piso cerâmico inspiram-se em outros elementos como pedra, madeira, cimento, metal, couro e tecido para formar uma gama de opções. “Às vezes, a gente acaba optando por esse revestimento porque tem vários modelos pra escolher”, esclarece a arquiteta Sabrina Sbardelotto.

As placas vêm em diversos tamanhos. A porosidade quase nula do porcelanato o torna bastante impermeável. Sua instalação é relativamente rápida, mas como a maioria dos pisos, requer a regularização do contrapiso antes da aplicação. Os três tipos de porcelanato mais comuns no mercado são:

- Técnico, polido ou natural: é a versão mais comum do porcelanato. Possui um brilho superior ao das pedras naturais, com reflexos. Deve haver cuidado na escolha de onde colocá-lo, pois é escorregadio.

- Acetinado ou mate: é fosco e gera menos desconforto visual de frieza.

- Rústico - é antiderrapante, mais usado em áreas externas. A limpeza é um pouco mais difícil, pois retém gordura com mais facilidade, por isso não é muito indicado para cozinha.

Porcelanato

Onde usar
Este tipo de piso pode ser aplicado em ambientes internos ou externos. Seu uso é muito amplo, tanto na cozinha e no banheiro, como em salas e quartos. Cores escuras e texturas com aparência amadeirada transmitem conforto. As cores claras dão impressão de amplitude.

"No banheiro não gosto de usar o porcelanato liso e nem antiderrapante. Procuro usar o acetinado sem brilho, com alguns detalhes e ranhuras, a limpeza é mais fácil", detalha a arquiteta Dione Garros. A colega de profissão Erika Kupac considera a manutenção do porcelanato maravilhosa e diz que gosta de aplicar o revestimento “principalmente na área social, integrando os ambientes, desde o hall à sala de jantar, e dependendo do projeto e do padrão, até na cozinha”. Erika completa que procura usar as padronagens rústicas nas áreas de lazer, de convivência e no espaço da churrasqueira.

Cuidados para a manutenção
- "Cuidar para não deixar cair no piso algum produto químico, como alguns tipos de detergente. Vinho, por exemplo, deve ser limpo na hora, do contrário a mancha pode não sair depois", ressalta Sabrina;
- para a limpeza, evite produtos químicos e abrasivos, pois costumam prejudicar o esmalte do piso; água e sabão ou detergente neutro diluído em água são suficientes;
- alguns fabricantes oferecem produtos específicos que, além de ressaltarem o brilho e protegerem a superfície do porcelanato, são indicados para a remoção de manchas mais difíceis como tinta, café e ferrugem;
- verifique se marca escolhida segue a NBR 15463 da ABNT, específica para os porcelanatos;
- proteja os pés dos móveis e eletrodomésticos, para não arranhar o piso;
- no caso de reformas, o revestimento existente deve ser removido e o estado do contrapiso avaliado. Este último precisa estar limpo, nivelado, impermeabilizado, e sem fungos, poeira ou fissuras;
- O período de cura leva em torno de 14 dias.

> Azulejo
Os azulejos recebem a mesma orientação do porcelanato. A arquiteta Dione Garros prefere utilizar as peças retificadas, ou seja, que passam por um processo mais rígido de qualidade e possuem medidas alinhadas, seguindo um padrão. “A vantagem é que ele necessita de menos rejunte e pode-se escolher uma qualidade melhor, como o epóx”, explica a profissional. Quando as peças não são retificadas, a aplicação exige um espaço maior entre um azulejo e outro, de 2 a 3 milímetros, para disfarçar a diferença entre elas. Colocando mais rejunte, é mais fácil de escurecer a área aplicada.








> Madeira
Assoalhos de madeira maciça são nobres e mais caros. O mesmo vale para tacos e parquês, também fabricados de madeira natural. Opções como laminados e carpete de madeira são alternativas, pois misturam outros materiais que diminuem o custo sem perder qualidade do produto.

Onde usar
Em salas de estar, jantar e quartos o piso de madeira dá uma sensação maior de conforto.

Tipos de pisos de madeira
- Assoalho ou taboão: o conforto térmico e a durabilidade são as principais vantagens. Quando bem instalado, o piso tem vida útil que pode chegar a 30 anos ou mais. Para a instalação é necessário um contrapiso rebaixado, geralmente em dois centímetros. Ele também deve ser impermeabilizado, plano e bem curado. A madeira deve receber uma proteção à base de solvente ou de água, com efeito fosco ou brilhante.

Mais importante que escolher o tipo de madeira é verificar sua procedência. Deve-se observar se o produto passou por um processo de secagem correto e se é certificado. Peça garantias sobre a secagem da madeira em estufa para evitar a compra de material verde.

Uma opção interessante é o assoalho de bambu. Além de ser uma matéria-prima renovável, é resistente. O revestimento é composto de três lâminas maciças, prensadas.

A instalação exige contrapiso nivelado e impermeabilizado. As peças são assentadas numa camada de cola e encaixadas.



Cuidados para a manutenção
- Na limpeza, o indicado é um pano úmido bem torcido;
-para restaurar o assoalho depois de alguns anos de uso, é feito o lixamento e aplicação de nova camada de proteção.
- se o verniz não for de boa qualidade, o piso pode riscar até com sapatos;
- a madeira maciça pode sofrer infestamento por cupins. Caso identifique pequenos grãos em cantos, chame a dedetização especializada.

- Madeira reciclada: já existem produtos no mercado que misturam 60% de madeira reaproveitada e 40% de madeira maciça.

- Taco: feito de placas de madeira nativa em tamanhos variados. A vantagem é que podem ser colocados sobre outros pisos, como cerâmica ou pedra. Os formatos mais comuns são espinha-de-peixe, escama-de-peixe, dama, paralelo e convencional. Antes de escolher, verifique com o profissional o quanto de material será perdido por causa do desenho - varia de 8 a 15%.

- Parquê: diferencia-se do taco pela medida: quatro peças unidas formam uma placa. Na instalação, a face superior dessas placas chegam cobertas por uma camada de papel. A outra extremidade fica em contato com a cola, espalhada diretamente no contrapiso nivelado e impermeabilizado. Depois de dez dias da colocação, é feita a retirada do papel com batidas leves, usando pano úmido ou martelo de borracha. Em seguida, o piso é lixado, calafetado - vedado com alcatrão - e revestido com proteção.



> Piso laminado
A principal vantagem é o preço, em geral inferior ao da madeira maciça. Existem diversas opções de texturas no mercado, que podem ser réplica fiel da madeira natural, imitando até ranhuras tons. O revestimento normalmente é fabricado a partir de madeira de reflorestamento. É mais resistente a riscos do que a madeira natural.

O piso laminado tem este nome por ser fabricado em camadas. É revestido de uma lâmina decorativa, e o miolo, normalmente, é feito de HDF ou HPP - elementos obtidos das fibras da madeira. A proteção final se dá por uma camada de overlay, filme cristalino de celulose que impermeabiliza e dá brilho ao material. Normalmente, é um revestimento que não favorece a acústica. Porém, a aplicação de uma manta sob o piso reduz o barulho.

Entre os revestimentos, ele é o mais escolhido. Dentre os motivos, segundo a arquiteta Erika Kupac, está o fato de terem fácil colocação. "A manutenção é muito mais fácil do que o taboão de madeira", completa.

A instalação é por encaixe, o que se torna mais rápido, fácil e limpo. Pode cobrir pisos já existentes, como cerâmica, lajota, vinil e concreto, o que é muito útil em uma reforma. Para recebê-lo, o contrapiso deve estar limpo, nivelado e isento de umidade. Para a arquiteta Sabrina Sbardelotto, "o laminado vale pelo custo e benefício. A montagem é mais rápida, é mais fácil de dar arremate, já vem cortado, com rodapé, filetes de porta e todos os acabamentos”.

Onde usar
Em ambientes como salas e quartos. "Dou preferência aos laminados porque acho o porcelanato e cerâmica muito frios para nosso clima. Quando o cliente permite, uso taboão de madeira”, relata Erika.

Cuidados para a manutenção
- Para limpeza, um pano úmido ou detergente neutro e produtos que tenham somente ação de limpeza e desinfetante. Use-os sempre diluídos em água;
- não são recomendados produtos à base de cera ou silicone, pois podem formar um filme gorduroso na superfície, o que pode acabar manchando o revestimento;
- esse tipo de piso não aceita tonalização;
- não se deve usar materiais abrasivos, como saponáceos, palhas e esponjas de aço, pois riscam a superfície;
- se derrubar algo seque e limpe imediatamente para evitar manchas, pois o revestimento é muito sensível a líquidos;
- o indicado é passar o pano no sentido da textura do piso, isto é, no sentido do comprimento das réguas;
- evitar instalação do piso em lugares com incidência direta de sol;
- colocar feltro sob os pés dos móveis para evitar riscos.

> Carpete de madeiraO nome confunde um pouco, mas este produto é semelhante ao laminado. A diferença é que no carpete de madeira a contracapa, o miolo e a lâmina decorativa são de madeira natural. Além disso, o carpete recebe verniz.

As réguas são coladas e encaixadas sobre uma manta de poliuretano, colocada no contrapiso seco e nivelado. Essa camada é isolante acústica e impermeabilizante.

Cuidados para a manutenção
Os mesmos do laminado.

> Pisos de borracha ou emborrachadosA vantagem dos pisos de borracha é que são antiderrapantes, acústicos e absorvem impactos. Por isso são bastante indicados para salas de ginástica, recreação infantil e locais de alto tráfego. Dependendo do modelo, deve ser usado somente em áreas internas. Instalado diretamente sobre o contrapiso, o revestimento é fixado com uma cola designada pelo fabricante.

O excesso de água prejudica este tipo de piso, podendo haver descolamento. Por isso não é indicado para ambientes externos e na área do box do chuveiro.

Onde usar"Indico o emborrachado para ambientes de crianças, pois é fácil de limpar e ainda pode ser moldado pra não ter canto, subindo um pouco na parede” , comenta a arquiteta Sabrina Sbadelotto. Ela acrescenta que muitas vezes este tipo de piso resiste a chamas e a produtos químicos.

> Pisos de vinil ou vinílicosO revestimento de vinil tem se tornado o queridinho em projetos modernos, pois é possível fazer desenhos com recortes do piso. Também é uma opção mais ecologicamente correta quando fabricado a partir de materiais reciclados.

Outra vantagem é ser macio e térmico, proporcionando conforto. É indicado para ambientes internos. As diferentes padronagens disponíveis imitam a textura de outros materiais como a madeira. Pode ser encontrado em forma de tapete, placa ou manta, dispensam argamassa na instalação e normalmente são fixados com cola.

A arquiteta Dione Garros defende o uso do piso vinílico porque ele “é resistente ao atrito, não arranha, é fácil de higienizar e dá sensação de conforto. Nós temos um piso vinilico no escritório e as pessoas acham que é madeira envelhecida". Ela acrescenta que as fábricas costumam dar de 10 a 15 anos de garantia.

No entanto, deve-se evitar o uso em banheiros, pois o contato constante com água e umidade pode comprometer o desempenho da cola. Também não é recomendada a aplicação de pisos vinílicos sobre madeira. Antes de instalá-lo sobre cerâmica, esta deve receber um tratamento especial.









Cuidados para a manutenção- Objetos pontiagudos podem cortar a manta;
- a limpeza pode ser manual ou por máquina;
-os produtos mais indicados para manutenção são: cera acrílica, detergente neutro, removedor acrílico e selador.


Publicado em: Pense Imóveis