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sábado, 17 de novembro de 2012

Tempero caseiro pode ser cultivado mesmo com pouco espaço

Os temperos são ideais para casas apertadas porque ocupam pouco espaço, como pequenos vasos ou canteiros

Mesmo em casas apertadas, é possível fazer uma horta, principalmente de temperos, que ocupam menos espaço. Essas plantinhas brotam o ano todo e são fáceis de cuidar – têm basicamente duas exigências: sol direto e água todos os dias.

Para fazer uma horta com vários desses elementos, 1 metro quadrado é suficiente, de acordo com a engenheira agrônoma Regina Calçada, de Frutal (MG). “As mais usadas são salsinha e cebolinha. Plantas de maior porte, como pimenta e alecrim, podem ser cultivadas em vasos separados.”

Para quem mora em apartamento, a melhor opção são canteiros na sacada ou jardineiras próximas da janela. Sacadas um pouco maiores podem ganhar um jardim vertical. Assim como nas jardineiras, o vaso deve ser furado para que a água não fique empoçada – os temperos gostam de água, mas encharcar a terra pode apodrecer as raízes, alerta a paisagista Marizeth Estrela, de São Paulo.

Ela dá a receita para a drenagem. “É só forrar o vaso com pedrinhas, completar com uma camada de areia e carvão picado, uma manta própria para jardinagem e a mistura de terra e matéria orgânica por cima de tudo.”

Para salsa e cebolinha, a mistura deve ser metade de terra vegetal e metade de húmus de minhoca ou esterco. Para as demais culturas, um terço de terra normal, um terço de terra vegetal e um terço de húmus. “Como são plantas de crescimento muito rápido, precisam de bastante matéria orgânica”, explica Regina. Quem tem alguma restrição às opções naturais (ou porque exalam cheiro, ou porque abrigam minhocas) pode recorrer a adubo orgânico vendido em lojas especializadas, sugere Marizeth.

O cultivo pode ser feito com sementes ou mudas – e isso influencia o tempo em que a planta demora para se desenvolver plenamente: um mês para as que vieram de mudas e dois para as que brotaram a partir de sementes. “A pimenta demora mais porque é fruto, o crescimento completo leva cerca de quatro meses”, diz Regina.

Controle de pragas
“Quanto maior a planta, maior é a possibilidade de que ela tenha pragas, como pulgões e cochonilhas”, afirma a agrônoma. A pimenta e o alecrim são as espécies de maior porte e, por isso, merecem mais atenção. De qualquer maneira, o canteiro todo pode receber, preventivamente, pulverizações semanais de chá de arruda ou sálvia. Ou ainda, de uma solução de leite, preparada com um litro de água e uma colher de sopa de leite.

Além dos cuidados, o morador não pode ter pena de tirar as folhinhas. Eliminando as mais fracas, outras crescerão. Quando as plantas estiverem debilitadas, o melhor é mudar de vaso ou plantar outra.

Nesse ritmo, vai haver tempero fresco na mesa o ano todo.

Publicado no Terra - Vida e Estilo - Casa e Decoração

sexta-feira, 5 de outubro de 2012

Jardins verticais são ideais para apartamentos compactos


Com um toque diferenciado na decoração do ambiente, estes jardins podem ser feitos sob medida, conforme a necessidade.

A arquiteta Karoline Stolf afirma em seu blog que existem diversas opções, como as paredes inteiras revestidas por vegetação, vasos dispostos verticalmente, fixados em paredes ou pendurados, treliças com trepadeiras, quadros vivos, prateleiras e até papéis de parede com imagens de jardins verticais.

Mas quais as vantagens de ter um jardim vertical em sua casa? Confira as dicas de Karoline Stolf.

- Excelente solução para pequenos espaços: nossos apartamentos cada vez mais compactos exigem estas multifuncionalidades;

- Proporcionam clima agradável: as plantas filtram as impurezas dos ambientes;

- Não há limite dimensional, podem ser feitos sob medida conforme a necessidade;

- Contribuem para a acústica do local, absorvendo ruídos;

- Bem adaptáveis a espaços externos ou internos;

- Embelezam e dão vida aos espaços;

- Funcionam como terapia ocupacional, proporcionam o contato das pessoas com a natureza e seus cuidados;

- Fácil manutenção;

- Conceito “do it yourself” – faça você mesmo – é possível fazer com baixos custos;

- Sustentabilidade, meio-ambiente e biodiversidade: atraem pássaros, borboletas, neutralização de CO2, reciclagem de materiais;

- Traz bons fluidos, energias positivas e feng shui.

Confira algumas ideias para montar seu próprio Jardim Vertical no painel da Redimob no Pinterest.

domingo, 30 de setembro de 2012

Plantas reduzem poluição até 8 vezes mais do que se pensava



Ninguém discute o papel que os espaços arborizados têm de ajudar a controlar a poluição nas cidades. Mas o quão poderosa é essa contribuição? Segundo um novo estudo desenvolvido pela Universidade de Birmingham, no Reino Unido, ávores, arbustos e outros tipos de vegetação podem reduzir até oito vezes mais do que se pensava os níveis de poluição nos centros urbanos.

De acordo com o estudo, publicado na revista da Sociedade Americana de Química, os espaços verdes atuam principalmente como filtro de dois poluentes extremamente prejudiciais para a saúde humana: o dióxido de nitrogênio (NO2) e o chamado material particulado inalável (PM), partículas microscópicas que resultam da combustão incompleta de combustíveis fósseis utilizados pelos veículos automotores e fábricas.

Pesquisas anteriores já sugeriram que as árvores e outras plantas podem melhorar a qualidade do ar urbano. Contudo, dizem os persquisadores de Birmingham, a melhoria parecia ser pequena, uma redução de menos de 5%. As novas análises mostraram um resultado bem mais animador: um planejamento criterioso para criação de espaços arborizados pode reduzir a concentração de NO2 em até 40% e de material particulado em 60%.

Para turbinar esse efeito, os autores ainda sugerem a construção específica de instalações, como outdoors, cobertas de vegetação para aumentar a quantidade de folhagem nas cidades e melhorar a qualidade do ar.

Publicado na Revista INFO Exame

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Trepadeiras nas fachadas podem diminuir poluição em até 30%



O uso de plantas nas paredes externas de prédios em uma mesma rua, criando "corredores verdes", poderia funcionar como um filtro para a poluição nas grandes cidades, diminuindo em até 30% a quantidade poluentes no ar de grandes metrópoles, segundo um estudo britânico.

Pesquisas anteriores já previam que o aumento de áreas verdes em cidades poderia reduzir em 5% a quantidade de poluentes, mas o novo estudo conduzido por cientistas das universidades de Birmingham e Lancaster mostra que os "corredores verdes" têm um potencial mais efetivo.

Publicados no periódico Tecnologia e Ciência do Ambiente, os resultados do trabalho mostram que tais medidas poderiam ser mais eficientes do que iniciativas tradicionais.
"Até agora todas as iniciativas para tentar reduzir a poluição têm sido feitas 'de cima para baixo', como livrar-se de carros velhos, acrescentar catalisadores e até introduzir taxas de congestionamento - e elas não têm mostrado o efeito desejado. O benefício dos 'corredores verdes' é que eles limpam o ar que entra e fica no espaço entre os prédios", diz Rob MacKenzie, um dos autores da pesquisa.

Os 'corredores' nada mais são do que placas cobertas com plantas 'trepadeiras', que crescem acopladas a uma estrutura, colocadas sobre as paredes exteriores de construções nas cidades.

"Plantar mais ('corredores verdes') de uma forma estratégica poderia ser uma maneira relativamente fácil de controlar nossos problemas locais de poluição", acrescenta o cientista.

Vantagens e desafios

Especialistas sugerem que a criação deste tipo de "corredor verde" também tem vantagens práticas, além do previsto benefício ambiental.

Similares como as chamadas "paredes verdes", que funcionam como jardins verticais, geralmente compostas por diferentes tipos de plantas e muitas vezes criados por paisagistas, necessitam de sistemas de irrigação específicos, além de fertilizantes e cuidados mais intensos.

Já os "corredores" consistem em uma parede inteira coberta por um tipo único de planta trepadeira, mais resistente.

Mesmo assim há desafios.

Tom Pugh, outro autor do estudo, lista algumas das dificuldades a serem enfrentadas. "Precisamos tomar cuidado quanto às plantas: como e onde plantaremos tais tipos de vegetação, (além de garantir que) não sejam afetadas por seca, não sejam atingidas por calor excessivo e que não sofram ações de vândalos", diz.

Anne Jaluzot, de um grupo comunitário sobre plantio de árvores em áreas urbanas, diz que a estratégia tradicional, de plantar muitas árvores pequenas, não ajuda em nada para a biodiversidade, e o controle de enchentes e da poluição.

Ela diz que seria preferível se concentrar em regiões menores e nelas plantar árvores muito grandes, mesmo que em número menor. Ela também critica os "jardins verticais", mais elaborados, como uma "perda de dinheiro".

"Esses jardins verticais em geral são bonitos, mas são insustentáveis devido ao alto custo de manutenção e a necessidade de adubos. Simplesmente cobrir uma parede com plantas trepadeiras seria em geral uma solução muito melhor para prefeituras e organismos do setor", avalia.
 Fonte: UOL

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Especialistas dão dicas para decorar varandas pequenas



Com apartamentos cada vez menores, a varanda, por consequência, também diminuiu. Em geral, o que se faz é preparar a sacada para ser uma área social. Ou até transformá-la em um lugar aconchegante para despachar aquele amigo fumante. Para isso, nada melhor que misturar elementos da sala de estar com os do jardim. Assim dá para aproveitar o local mais ensolarado da casa e receber as visitas de modo despojado.

A principal regra para decorar um lugar tão pequeno é se conformar com as dimensões pequenas e não tentar colocar tudo o que deseja por lá. Segundo Danielle Martins, assistente do paisagista Roberto Riscala, o truque é facilitar a circulação entre os móveis, que devem ficar 60 cm ou 70 cm distantes entre si. “Se não cabe poltrona, põe bancos. Já fiz até uma jardineira de madeira que incluía futon. Peças dobráveis são boas, mas dão trabalho, pois têm de guardar, então acabam ficando pelo meio. O ideal é usá-las quando fizer uma festa em casa e tiver que acomodar mais pessoas do que o esperado.”

Substitua sempre que possível. Troque um sofá por um banco de 1,2 m x 60 cm que acomode duas ou três pessoas. Ou até mesmo por um futon, que é uma saída confortável, especialmente se o morador é jovem e não tem problemas para se sentar no chão. Outra dica é destinar as bordas do local para colocar as plantas. Tudo depende de quantas pessoas ocupam a área. Se tiver criança em casa, por exemplo, o morador deve colocar tela de proteção.

No mais, é preciso pensar também no tipo de planta do local. “Evite plantas pontiagudas, como fênix e iuca. Dessas não dá nem para passar perto”, explica Danielle. O piso mais indicado, por ser bonito e ir bem com vegetais, é a mistura de decks de madeira e pedriscos. Se o desenho da varanda for irregular, a melhor opção é destinar o lado mais estreito para os vasos. Por falar neles, podem ser dispostos em conjuntos com um grande, um médio e alguns pequenos. O negócio é encaixar as mudas onde couber, sempre levando em conta a demanda de luz solar. “Para colocar qualquer espécie vegetal em um espaço, é preciso conhecer também sua necessidade hídrica”, lembra o paisagista Alexandre Fang. 

Publicado por: Terra.

sexta-feira, 6 de julho de 2012

Selecione bem as plantas para cultivar em locais fechados


Plantas são uma boa indicação para dar aquele toque na decoração, principalmente porque quebra o vazio do ambiente. Mas é preciso escolher a dedo para sobreviverem em locais fechados. Não é qualquer planta que se pode cultivar em casas, apartamentos e escritórios, portanto, seguem algumas sugestões.


Pleomele ou Dracena-malaia: planta de crescimento moderado e vistosa. Tolerante a espaços com baixa umidade, luminosidade, serve como purificador natural de ar em ambientes interiores. Pode ser envasada e fertilizada a cada 15 dias. É sensível a mudanças bruscas de locais, acarretando perda de folhas.


Columéia-Peixinho: o nome está relacionado ao formato e à cor laranja. É ornamental e bem diferente. Pode ser utilizada também como arranjo. Não tolera geadas nem espaços muito frios, além de exigir água com frequência. Multiplica-se rapidamente.


Jibóia ou Era do Diabo: é famosa no ambiente empresarial. Adapta-se e cresce rapidamente.  Pode ser cultivada à meia-sombra.


Violeta Africana: bem colorida, apresenta diversas tonalidades como roxo, branco e rosa. Pode ser cultivada em vasos pequenos e de mesa.



Publicado: no Viva Real

terça-feira, 12 de junho de 2012

Cuide bem das plantas em casa, mesmo sem tempo

Os cactos são a primeira opção quando se fala em plantas de baixa manutenção.  Eles só precisam de água duas vezes por mês. Para ter certeza, cheque a umidade do solo.

Ter pouco tempo não é motivo para deixar de ter plantas em casa. Há espécies que não exigem tanta atenção, mas dão vida, literalmente, aos cômodos. "Planta de vaso não dá trabalho, desde que seja escolhida corretamente", resume o engenheiro agrônomo e paisagista Maier Gilbert, da Maier Gilbert e Alexandre Braga Paisagismo, de São Paulo.

Para o interior da casa, uma opção são os cactos ou as suculentas - bonitos, podem ter flores e não precisam ser regados diariamente. "Nem todo mundo gosta de cacto, ele tem espinhos. Há plantas que resistem mais tempo sem ter que regar todos os dias, como fícus, azaleia, forração ou flor canhota", explica a paisagista Ivani Kubo.

É preciso pensar também na iluminação a que essa planta é exposta dentro de casa. Existem espécies que não necessitam de tanta luz, como zamiocuca, chamaedorea, filodentros, ráfis e pacová. Para lugares iluminados, o ideal é investir em espécies como pata de elefante e pleomele.

Já no lado de fora da casa, para poupar tempo na manutenção, não tenha pressa em escolher a espécie que se adapta melhor a seu dia a dia. De nada adianta plantar uma roseira, que é sensível e está mais suscetível a pragas e doenças, se não conseguirá cuidar dela, fazer a poda e aplicar o produto necessário caso ela fique doente. Melhor mesmo é apostar em espécies mais rústicas, como fênix, cica e tumbérgia, que não demandam tantos cuidados.

É necessário ter os cuidados básicos, tanto para as espécies externas, quanto para as internas. Os principais estão relacionados à rega. O vaso em que as plantas ficam tem que ser furado na parte inferior para que a água não escorra. Para não favorecer o criadouro de mosquitos como os da dengue, usa-se um pratinho com areia para absorver a água.

Tudo pronto? Hora de pensar em um dos fatores que mais matam plantas, o excesso de água. "A rega de qualquer planta depende da evaporação da água. Se o líquido ainda não evaporou, não precisa regar. Planta de vaso morre mais por excesso de água que por falta dela. A pessoa fica preocupada em regar sempre, até quando não precisa. O teste tem que ser feito com o dedo. Se você o coloca no vaso e ele volta com terra grudada, tudo bem, quer dizer que o solo está úmido. Se ele volta seco, está na hora de regar", explica Gilbert.

Quando se tem um jardim, os cuidados básicos envolvem limpar o mato que cresce entra as plantas e acertar a rega de acordo com a chuva. Em temporadas com dias muito quentes, Maier recomenda rega diária. Para dias mais frescos, o jardim pede água dia sim, dia não. E em épocas chuvosas é possível passar três dias sem regar. De qualquer forma, é necessário chamar o jardineiro uma vez por mês. "Às vezes a gente procura simplificar muita coisa, mas não é assim. O jardineiro é um profissional que deveria existir cada vez mais", defende Ivani. Ele vai realizar algumas tarefas mais rapidamente, como aparar a grama. Mas se jardinagem realmente é algo que te atrai, vale dedicar um final de semana por mês para fazer as tarefas mais trabalhosas, como podas e controles de pragas.


Publicado no Terra